
Preciso de site se minha empresa já tem Instagram?
Precisa, e o motivo não é aparência. O perfil de rede social quase não aparece para quem está procurando o seu serviço no Google agora, não tem uma página de escopo e preço que a pessoa consulte sem falar com você, e desaparece junto com a conta se ela cair. O site é o único endereço que continua sendo seu. Existem casos em que dá para adiar, e este artigo diz quais são.
O que o Instagram resolve bem
Vale começar pelo que funciona, porque a resposta fácil de “todo mundo precisa de site” costuma ignorar isso.
O perfil resolve três coisas melhor do que qualquer site resolve:
Descoberta. Alguém vê seu conteúdo sem estar procurando por você. Isso não acontece na busca, onde a pessoa precisa digitar alguma coisa primeiro.
Prova social. Comentário, seguidor, resposta em story. Quem chega no seu perfil consegue ver que outras pessoas confiam em você, e isso pesa na decisão.
Lembrança. A pessoa não precisa de você hoje. Ela precisa em outubro. O perfil mantém o seu nome circulando até lá.
Nada disso é pouco. Um negócio que vive de indicação e recompra pode ir longe só com o perfil bem cuidado.
O problema aparece quando você depende só dele.
O que o Instagram não resolve
Quem procura no Google quase não encontra o seu perfil
Perfil de rede social raramente aparece na primeira página quando alguém digita um serviço mais uma cidade. Quem aparece são sites.
Isso significa que existe uma fatia inteira de clientes que você nunca vai conhecer. Não é gente que viu seu perfil e não gostou. É gente que nunca teve como chegar até ele, porque começou a busca em outro lugar.
Faça o teste antes de continuar lendo. Pesquise o seu serviço mais a sua cidade no Google, no celular, e veja quem aparece. Se a sua empresa não estiver lá, aqueles são os resultados que estão recebendo os seus clientes.
O cliente que não quer conversar não vai te chamar
No perfil, toda informação que importa passa por você. Quanto custa, o que está incluso, qual o prazo, como funciona. A pessoa precisa mandar mensagem para saber.
Uma parte considerável de quem compra não quer fazer isso. Não por antipatia. É que mandar mensagem cria compromisso, e ela ainda está comparando. Essa pessoa não te chama para perguntar o preço. Ela abre o próximo resultado, que tem a informação escrita.
O site atende quem quer decidir antes de conversar. É o único canal que faz isso.
O perfil não é seu
Esta é a diferença de risco, não de marketing.
O perfil funciona sob regra de terceiro. A regra muda sem aviso, o alcance muda sem aviso, e a conta pode ser suspensa por engano. Quando isso acontece, some junto o seu histórico, a sua audiência e o seu canal de contato.
Você construiu no terreno de outra pessoa. O site é o terreno que é seu, e nele o endereço continua funcionando mesmo que uma plataforma inteira acabe.
Uma pesquisa da Verisign com 787 consumidores americanos, feita em setembro de 2015, apontou que 84% consideravam uma empresa com site mais confiável do que uma empresa só com perfil de rede social. O número é antigo e é dos Estados Unidos, então trate como indício e não como prova do mercado brasileiro. Ele é citado com frequência sem essas duas ressalvas.
O que muda quando os dois trabalham juntos
A conversa costuma ser colocada como escolha, e não é. Cada canal faz um trabalho que o outro não faz.
O perfil traz descoberta e lembrança. O site recebe quem já está decidindo e responde sem conversa. Um alimenta o outro.
Na prática, o arranjo funciona assim. A pessoa descobre você no perfil, salva o post, e não faz nada. Duas semanas depois ela precisa do serviço, procura pelo nome da sua empresa no Google e cai no site, onde encontra o que precisa saber para pedir orçamento. Sem o site, essa segunda etapa não existe e ela volta a comparar do zero.
Vale lembrar de uma quarta peça que quase ninguém considera nessa conta: anúncio no Google precisa de uma página para mandar a pessoa. Sem site, o anúncio não tem para onde levar o clique, e o clique é pago mesmo assim.
Quando dá para esperar
Existem casos reais em que o site pode ficar para depois. Três deles:
Você vive de indicação e a agenda está cheia. Se ninguém chega por busca e você já não consegue atender a demanda atual, o site não resolve o seu gargalo. O gargalo é capacidade.
Ticket muito baixo e decisão por impulso. Quando a compra é rápida, barata e acontece dentro da própria rede, a etapa de pesquisa quase não existe.
O negócio ainda está sendo definido. Se o que você vende muda a cada dois meses, fazer site agora significa refazer depois. Amadureça a oferta primeiro.
Fora desses três casos, adiar costuma custar mais caro do que fazer. O motivo é chato: o site novo demora a aparecer na busca. Segundo a documentação oficial do Google Search Central, o rastreamento de um site pode levar de alguns dias a algumas semanas, e solicitar o rastreamento não garante inclusão nos resultados. Aparecer bem posicionado leva mais tempo ainda. O mês em que você não publicou não rende depois.
Por onde começar
Não comece pelo site inteiro. Comece pelo menor pedaço que resolve o problema que você tem hoje.
Se o que falta é ter para onde mandar quem chega por anúncio ou por link na bio, uma página só já resolve. Ela precisa dizer, na primeira tela, o que você faz, para quem, e como falar com você. Botão de WhatsApp visível sem rolar a página.
Se o seu cliente pesquisa a empresa antes da conversa, porque o ticket é maior ou porque a decisão passa por mais de uma pessoa, aí faz sentido ter páginas separadas para serviços, sobre e contato.
Em qualquer um dos dois casos, junte o material antes de pedir orçamento. Os textos das páginas, a logomarca em arquivo vetorial, as fotos, o acesso ao domínio e uma frase dizendo o que o site precisa fazer acontecer. O que atrasa um site quase nunca é o desenvolvedor. É o texto que não chega.
Na Nemex, o prazo conta do dia em que você manda esse material, e a data de entrega volta no mesmo dia. Landing page de uma página sai por R$ 1.197 em 15 dias corridos. Site institucional de até cinco páginas sai por R$ 1.797 em 30 dias corridos. O escopo vai por escrito antes de qualquer pagamento.
Perguntas frequentes
Um site substitui o Instagram? Não. Eles fazem trabalhos diferentes. O perfil traz descoberta e lembrança, o site recebe quem já está decidindo. Tirar o perfil do ar depois de fazer o site é trocar um problema por outro.
Um perfil de Instagram aparece no Google? Às vezes aparece em busca pelo nome exato da empresa. Em busca por serviço mais cidade, que é como o cliente novo procura, quem aparece são sites e o perfil da empresa no Google. Contar com o perfil da rede social para isso não funciona.
Dá para usar link na bio no lugar de site? Uma página de links resolve o encaminhamento, não a decisão. Ela não responde o que você faz, quanto custa e o que está incluso. Serve como atalho, não como endereço.
Quanto tempo até o site começar a trazer cliente? Depende de por onde a pessoa chega. Por anúncio, no primeiro dia em que a campanha rodar. Por busca orgânica, a conta é de meses e não de dias, e começa a contar da publicação.
Preciso de blog junto com o site? Só se o plano for aparecer na busca sem depender de anúncio. Blog é o que faz o site acumular presença, porque cada artigo responde uma pergunta que alguém digita. Sem ele, o site funciona como cartão de visita e como destino de anúncio, o que já é bastante.
Quanto custa um site para pequena empresa? Varia muito com o escopo. Na Nemex a tabela é pública: R$ 1.197 para uma página em 15 dias corridos, R$ 1.797 para até cinco páginas em 30 dias corridos, e R$ 2.497 para o plano com blog e painel de administração em 30 dias corridos. Hospedagem fica à parte, R$ 59 ou R$ 149 por mês.
